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Reprodução sexuada

 

  • A reprodução sexuada é o processo de reprodução mais frequente nos seres vivos: é quase exclusivo nos animais superiores e também o mais usual nas plantas superiores. Na reprodução sexuada, os novos indivíduos são originados a partir de um ovo, célula que resultada da fusão do gâmeta masculino com gâmeta feminino.
  • A reprodução sexuada está dependente da fecundação, isto é, da união dos gâmetas.
  • A reprodução sexuada é caracterizada pela intervenção de células reprodutoras sexuadas gâmetas - que por fecundação dão origem a um ovo, primeira célula do futuro ser vivo. A principal característica da reprodução sexuada é o processo de fecundação, no qual dois gâmetas haplóides se unem, originando uma entidade que, desenvolvendo-se, origina um novo indivíduo diplóide. Outra característica importante do processo sexuado é a meiose, que origina os gâmetas. A meiose é necessária para a produção de gâmetas haplóides, os quais, contribuem com os seus cromossomas para os descendentes sem aumentar o número de cromossomas característicos da espécie. As células diplóides contêm os dois cromossomas de cada par.
  • A diferença entre gâmetas e células somáticas reside no número de cromossomas. Os gâmetas são haplóides e as células somáticas são diplóides.

 

Fig. 1 - meiose

 

Meiose

Meiose  é o nome dado ao processo de divisão celular através do qual uma célula tem o seu número de cromossomos reduzido pela metade.

Nos organismos de reprodução sexuada a formação de seus gametas ocorre por meio desse tipo de divisão celular. Quando ocorre fecundação, pela fusão de dois desses gametas, ressurge uma célula diplóide, que passará por numerosas mitoses comuns até formar um novo indivíduo, cujas células serão, também, diplóides.

Nos vegetais, que se caracterizam pela presença de um ciclo reprodutivo haplodiplobionte, a meiose não tem como fim a formação de gametas, mas, sim, a formação de esporos. Curiosamente, nos vegetais a meiose relaciona-se com a porção assexuada de seu ciclo reprodutivo.

A meiose permite a recombinação gênica, de tal forma que cada célula diplóide é capaz de formar quatro células haplóides geneticamente diferentes entre si. Isso explica a variabilidade das espécies de reprodução sexuada.

A meiose conduz à redução do número dos cromossomos à metade. A primeira divisão é a mais complexa, sendo designada divisão de redução. É durante esta divisão que ocorre a redução à metade do número de cromossomos. Na primeira fase, os cromossomos emparelham-se e trocam material genético (crossing-over), antes de separar-se em duas células filhas. Cada um dos núcleos destas células filhas tem só metade do número original de cromossomos. Os dois núcleos resultantes dividem-se na Meiose II (ou Divisão II da Meiose), formando quatro células (três células no caso daoogênese). Qualquer das divisões ocorre em quatro fases: prófasemetáfaseanáfase e telófase.

Por vezes, durante a meiose, ocorrem erros que levam a alterações na sequência normal dos genes, denominadas mutações genéticas.

É inquestionável a importância da meiose para a reprodução sexuada, no entanto este tipo de reprodução também está dependente da fecundação.